
Depoimentos de moradores de Ouro Preto e Mariana.
Escolha abaixo um dos personagens destas histórias.
Nas entrevistas de História Temática, cujo tempo médio de gravação é de uma hora, é abordado um assunto especifico, sem abranger toda a vida do depoente. O Vale Registrar definiu como temas a mineração e a ferrovia - escolhidos por sua significação histórica.
A região de Mariana e Ouro Preto deve sua ocupação e assentamento pelos colonos portugueses e brasileiros, em fins do século XVII, à atividade mineradora que, de algum modo, manteve-se presente na conformação da sociedade local. Os entrevistados são trabalhadores da mineração de ouro, ferro, topázio imperial e pedra sabão, e garimpeiros (ouro e topázio imperial), além de professores da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto.
A ferrovia, de grande importância nacional desde o século XIX, foi responsável pela ligação dos municípios dessa região aos centros de maior vulto, pelo incremento das atividades econômicas no país e pela possibilidade de empregos. Nas entrevistas são ouvidos ferroviários (aposentados ou na ativa), usuários de trens e familiares de ferroviários.
Antônio André da Luz nasceu em Furquim, distrito de Mariana-MG, no dia 4 de fevereiro de 1915. Filho de alfaiate, aprendeu a operar o telégrafo quando serviu no Exército, em 1936. Em Furquim, além de trabalhar em sua alfaiataria, também praticava o código Morse na estação ferroviária. Por volta de 1945, ingressou, por concurso, na Estrada de Ferro Central do Brasil, sendo designado auxiliar da Estação Ferroviária de Mariana. Na ferrovia, exerceu diversas funções, em várias estações, principalmente em Ouro Preto e em Belo Horizonte, onde se aposentou como chefe-de-estação.
Antônio Miguel Leite nasceu em Monsenhor Horta, distrito de Mariana-MG, no dia 8 de maio de 1923. Aprendeu com o pai, que trabalhou como manobreiro nas estações de Acaiaca e Mariana, o ofício de telegrafista e o funcionamento geral de uma estação ferroviária. Iniciou sua atividade profissional na Estrada de Ferro Central do Brasil, onde atuou como graxeiro e foguista até 1943, quando prestou concurso e foi admitido na área de comunicações. Trabalhou em várias estações, exercendo as atividades de telegrafista, agente-de-estação e substituto do chefe-de-estação. Aposentou-se pela Rede Ferroviária Federal S/A em 1978.
Benjamim Nicomedes de Oliveira nasceu em Passagem de Mariana, distrito de Mariana-MG, no dia 15 de setembro de 1930. Filho de pedreiro, aprendeu a profissão com o pai. Durante algum tempo, trabalhou na Companhia Minas da Passagem, em Passagem de Mariana. Em 1º de novembro de 1952, ingressou na Estrada de Ferro Central do Brasil, sediado em Mariana, como trabalhador provisório, na função de ajudante de obras. Após cerca de sete anos, foi efetivado como trabalhador da área de manutenção, onde atuou como pedreiro, encarregado e supervisor de obras. Nesse último cargo, aposentou-se em 1983.
Claudino Siqueira Filho nasceu no povoado de Morais, distrito de Rodrigo Silva, Ouro Preto-MG, no dia 5 de janeiro de 1937. Filho de ferroviário, ingressou na estrada de ferro, mediante convite de um mestre-de-linha. Atuando na Via Permanente, trabalhou em diversos locais até ser transferido para Ouro Preto. Aos poucos, foi galgando postos como trabalhador-de-linha, feitor de turma, mestre-de-linha e supervisor-de-linha, cargo no qual se aposentou em 20 de maio de 1996.
Duílio Ferreira nasceu em Monsenhor Horta, distrito de Mariana-MG, no dia 28 de janeiro de 1931. Filho de ferroviário, na infância acompanhava a mãe ao garimpo. Em 1946, transferiu-se para Ouro Preto, onde trabalhou no recém-inaugurado Grande Hotel. Ingressou na Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1952, como operário de obras. Atuou especialmente no trecho entre as imediações da Estação de Vitorino Dias, em Ouro Preto, até a Estação de Acaiaca. Na Via Permanente, ocupou gradativamente alguns postos: encarregado de turma, feitor de turma, supervisor-auxiliar e supervisor-de-linha. Aposentou-se em 1981.
Elpídio Araújo Vieira nasceu em Teixeiras-MG, no dia 22 de novembro de 1962. Ingressou na Rede Ferroviária Federal S/A por intermédio de concurso público, sendo admitido em 30 de dezembro de 1983, como auxiliar de maquinista e designado para a Estação Ferroviária de Mariana-MG. Ali permaneceu até 2 de abril de 1994, quando se transferiu para Cachoeiro do Itapemirim-ES. Em 1996, ingressou na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), tornando-se posteriormente maquinista do Trem da Vale.
Emílio Fonseca Oliveira nasceu em Bandeirantes, distrito de Mariana-MG, no dia 8 de abril de 1929. Aos 20 anos, ingressou na ferrovia, atuando primeiramente na turma de conservação de linha, prestando serviço em Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto-MG. Após algum tempo, foi transferido para a Estação de Mariana, onde desempenhou a função de guarda-chave. Trabalhou ainda, durante certo período, na cidade de Itabirito-MG. Aposentou-se em 1982, com quase 34 anos de serviços prestados à Estrada de Ferro Central do Brasil.
Fábio Gonçalo Baudson nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 10 de janeiro de 1932. Foi admitido na Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1956, quando prestou concurso. Ficou trabalhando na Eletrotécnica por 10 anos. Em 1962, formou-se como técnico em Contabilidade, sendo então promovido para o Departamento de Materiais, em Belo Horizonte. Em seguida, foi para o Departamento de Pessoal, onde trabalhou como encarregado de pessoal. Permaneceu nesta função até a mudança para a Rede Ferroviária Federal S/A, em Ponte Nova-MG, quando assumiu o cargo de oficial de administração. Aposentou-se nesse cargo em 1984.
Heraldo Nonato nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 16 de abril de 1917. Filho de ferroviário, prestou serviço como 'soca', no ramal de Ouro Preto, de 1930 a 1941. Em seguida, trabalhou na carpintaria da Usina Wigg, em Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, até 1946. A partir de então, retornou definitivamente à estrada de ferro, também no setor de carpintaria, a convite de um tio que era mestre-de-linha. Aposentou-se em 1972.
Jordane Vitório Batisteli nasceu em Urucânia-MG, no dia 27 de maio de 1930. Em 18 de janeiro de 1951, prestou concurso para a vaga de telegrafista da estrada de ferro, sendo admitido como praticante-de-estação, na Estação Ferroviária de Bandeiras, localizada no município de Ponte Nova-MG. Após substituir colegas em outras estações do trecho Caratinga-Visconde do Rio Branco, fixou residência, em 1957, em Rio Casca-MG, onde ocupou o cargo de agente-de-estação. Em 1972, solicitou transferência para a Estação Ferroviária de Mariana. Ali assumiu, em 1975, o posto de chefe-de-estação, no qual permaneceu até 30 de outubro de 1983, quando se aposentou.
José Benigno de Souza nasceu em Mariana-MG, no dia 28 de junho de 1934. Começou a trabalhar na ferrovia, em 1960, como guarda-fio, no trecho Ponte Nova-Sabará, onde permaneceu por 13 anos. Após esse período, prestou serviço em outros trechos da ferrovia. Ao longo de sua carreira, ocupou ainda os cargos de artífice 1 e 2 e supervisor auxiliar, no qual se aposentou, em 1985, na cidade de Três Rios-RJ.
José Divino Hilário nasceu em Monsenhor Horta, distrito de Mariana-MG, no dia 10 de junho de 1962. Filho de ferroviário, ingressou por concurso na Rede Ferroviária Federal S/A, no dia 1º de setembro de 1987. Ocupou a função de manobreiro de trens por todo o período em que esteve na RFFSA. Depois foi transferido para o Estado do Rio de Janeiro. No início de 1996, obteve transferência para Mariana, onde trabalhou por sete meses, até ser desligado da empresa, em 2 de setembro, devido à desativação da Estação.
José Fernandes Dutra nasceu em Furquim, distrito de Mariana-MG, no dia 30 de maio de 1919. Inicialmente trabalhou na Companhia Força e Luz de Mariana, em Furquim. Seu ingresso na ferrovia ocorreu no dia 2 de fevereiro de 1947, integrando a turma de barreira, sediada no distrito de Ribeirão do Carmo. Logo depois, passou para a turma de alvenaria. Posteriormente foi requisitado para a Estação Ferroviária de Mariana, como auxiliar de mestre-de-linha. Em seguida, foi transferido para o serviço administrativo, tendo trabalhado em Ouro Preto-MG, Ponte Nova-MG e Mariana. Aposentou-se, em 11 de março de 1983, como oficial de administração.
José Gomes Pereira nasceu em Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto-MG, no dia 16 de setembro de 1925. Após sete anos de trabalho na Fábrica de Tecidos São José, em Mariana-MG, ingressou na estrada de ferro como graxeiro, em 1948, em Conselheiro Lafaiete-MG. Daí passou a foguista e, por concurso, a maquinista, sediado em Mariana. Aposentou-se em 1977.
José João dos Reis nasceu em Diogo de Vasconcelos-MG, no dia 8 de fevereiro de 1925. Foi admitido na estrada de ferro, em 22 de junho de 1950, após ser aprovado em concurso para telegrafista. Nessa função, trabalhou em Mariana-MG e substituía colegas, quando necessário, em outras estações como: Furquim, Ouro Preto, Barão de Cocais e Miguel Burnier. Aposentou-se na década de 1970.
José Siqueira Alves nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 5 de junho de 1954. Neto, filho e sobrinho de ferroviários, ingressou na Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), por sua vez, em 6 de maio de 1976, como trabalhador da Via Permanente. Três meses depois, foi designado para o cargo de condutor de auto-de-linha, especialmente do trecho Miguel Burnier - Ponte Nova. Terminou sua carreira na RFFSA, no dia 12 de novembro de 1996, data da desativação do trecho Miguel Burnier - Cataguases.
Leonel de Oliveira e Souza nasceu em Acaiaca, então distrito de Mariana-MG, no dia 8 de agosto de 1920. Aos 19 anos, começou a trabalhar na ferrovia e sua primeira função foi a de conferente. Em 1939, prestou exame para o setor da Locomoção, em Conselheiro Lafaiete-MG, sendo chamado em 5 de maio de 1939. Começou seus trabalhos como ajudante de foguista, passando, depois, a foguista. Em 1943, iniciou suas atividades como maquinista, após aprovação em concurso, percorrendo os seguintes trechos: Mariana - Ponte Nova, Mariana - Belo Horizonte, Belo Horizonte - Mariana, Ponte Nova - Mariana. Na ferrovia, trabalhou ainda como ajudante de encarregado do Destacamento por 10 anos. Aposentou-se em 1º de março de 1973.
Nilson Lourdes de Oliveira nasceu em Mariana-MG, no dia 11 de fevereiro de 1933. Em sua infância e adolescência, aprendeu sobre o funcionamento de uma estação ferroviária com o pai, que foi chefe-de-estação no distrito de Ribeirão do Carmo e em Mariana. Em 12 de outubro de 1950, começou a trabalhar na Estrada de Ferro Central do Brasil - seu primeiro e único emprego -, ocupando o cargo de agente-de-estação. Formou-se em Ciências Contábeis e prestou concurso para trabalhar no Escritório, sendo admitido como escriturário. Em 1965, foi promovido a chefe-de-escritório e, posteriormente, ao cargo de supervisor-geral-de-administração. Após mais de duas décadas de trabalho na Estação Ferroviária de Ouro Preto-MG, foi transferido para Vitória-ES, onde se aposentou em 1983.
Paulo Toledo Ribas nasceu em Rodrigo Silva, distrito de Ouro Preto-MG, no dia 3 de março de 1925. Ingressou na Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1955, ocupando o posto de alinhador de corte. Depois passou para a área de alvenaria da Central, trabalhando na construção de imóveis e em algumas obras na Via Permanente. Trabalhou por muitos anos nessa área, até ser promovido a encarregado, fiscalizando os serviços da alvenaria e de outras áreas da Estação Ferroviária de Ouro Preto. Aposentou-se em 1980.
Pedro Celso de Oliveira nasceu em Bandeirantes, distrito de Mariana-MG, no dia 21 de novembro de 1932. Antes de ingressar na ferrovia, trabalhou como ajudante de caminhão, por quase dois anos, na Companhia Minas da Passagem, em Passagem de Mariana, distrito de Mariana. Prestou concurso para a ferrovia, iniciando suas atividades, em 1954, como foguista. Em 1968, após fazer um curso, foi promovido a maquinista. Aposentou-se em 1983.
Raimundo Luciano dos Santos nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 30 de junho de 1930. Iniciou sua vida profissional como pintor de paredes, prestando serviços particulares na cidade. Ainda como pintor, foi contratado pela ELQUISA, que posteriormente foi vendida à ALCAN, atual Novelis do Brasil Ltda. Em 1957, por intermédio de concurso, ingressou na estrada de ferro, onde atuou como trabalhador da soca, cavouqueiro e, finalmente, pintor, no trecho Ponte Nova - Miguel Burnier. Aposentou-se, após mais de 20 anos de serviços na ferrovia.
Silvio Vieira Cavalcanti Filho nasceu em Rio Casca-MG, no dia 8 de dezembro de 1932. Filho e neto de ferroviários, ingressou na ferrovia, em 15 de março de 1955, como auxiliar-de-estação, em Dom Silvério-MG. Aposentou-se em Mariana-MG, no cargo de superintendente-de-estação, em março de 1987.
Vanderley Ferreira nasceu em Monsenhor Horta, distrito de Mariana-MG, no dia 8 de março de 1952. Filho de ferroviário, ingressou na Rede Ferroviária Federal S/A, por concurso, em 6 de maio de 1976. Ocupou, durante seis meses, a função de trabalhador-de-linha do trecho Ouro Preto - Miguel Burnier. Foi designado, então, para o cargo de auxiliar de escritório, em Ouro Preto-MG. Em 1981, prestou novo concurso, para a área administrativa, sendo deslocado para a Residência de Ponte Nova-MG, onde permaneceu até 1996, quando a ferrovia foi paralisada.
Antônio da Costa Santos Neto nasceu em Mariana-MG, no dia 15 de fevereiro de 1959. Formou-se como técnico de mineração, em 1980, pela antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto. Em 1981, foi admitido como estagiário na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, sendo contratado em 1982. De início, trabalhou no setor de controle de qualidade da Mina de Timbopeba. Dois anos depois, foi transferido para a área de geotecnia de mineração. Em 2000, graduou-se em Ciências Contábeis e, logo após, ingressou no mestrado profissionalizante em Geotecnia, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Antônio da Silva Pessoa nasceu em Alto Rio Doce-MG, no dia 30 de setembro de 1917. Ingressou na Companhia Minas da Passagem, em Passagem de Mariana, distrito de Mariana-MG, em 25 de março de 1938. De início, prestou serviço no `solo´ - no armazém da Companhia -, sendo transferido posteriormente para a mina, onde trabalhava no carregamento de minério. Por suas experiências anteriores, tinha qualificações para o ofício de encanador. Em 1946, solicitou transferência, retornando para o `solo´, sendo designado, então, para a Mecânica Geral, onde se aposentou em 1989.
Antônio Delfonso Ferreira nasceu em Mariana-MG, no dia 1º de agosto de 1956. Desde criança, em Mariana, teve contato com a atividade mineradora devido à atuação de seu pai na Minas Del Rey, e sua mãe ter garimpado ouro, por um determinado período, no Ribeirão do Carmo. Fez o curso técnico em Mineração na antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto. Antes de ingressar na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, trabalhou em uma mineradora no Estado da Bahia e na SAMARCO. Graduou-se em Matemática na Universidade Federal de Ouro Preto e cursou o mestrado na área de tratamento de minério, na Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2007, era analista de processo minerador e coordenador da área de caracterização de minério da Vale.
Antônio Ribeiro Correia nasceu em Caculé-BA, no dia 8 de novembro de 1947. Em 1968, foi contratado por uma empreiteira, como fiscal de campo das obras de construção do viaduto de Timbopeba, pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale. Em 1970, foi transferido para as obras de implantação da Mina de Conceição, em Itabira-MG. Aprovado em concurso, em 1975, ingressou, então, na CVRD. Após retornar para Mariana, em 1980, galgou vários postos na Empresa: fiscal de campo, calculista, desenhista, desenhista pleno, desenhista técnico e, por fim, técnico projetista. Aposentou-se em 2001, como supervisor.
Arlindo José da Silva nasceu em Pinheiros Altos, distrito de Piranga-MG, no dia 24 de outubro de 1966. Em 1990, residindo em Mariana-MG, prestou concurso público para a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, sendo admitido para o setor ferroviário. De início, exerceu a função de manobreiro no pátio de Ouro Branco-MG. Depois foi transferido para a Mina de Alegria, retornando, então, à Mariana. Posteriormente, passou a ocupar o cargo de técnico em operação ferroviária da Ferrovia Vitória-Minas, na estação da Mina de Timbopeba.
Benedito Viana nasceu em Passagem de Mariana, distrito de Mariana-MG, no dia 23 de setembro de 1939. Ingressou na Companhia Minas da Passagem, aos 14 anos de idade, como bocha, termo utilizado à época para designar os adolescentes empregados em pequenos serviços: entrega de material, correspondência, etc. A seguir, trabalhou na `conserva´ realizando serviços braçais. Após quatro anos, foi realocado na oficina mecânica como ajudante e posteriormente mecânico. Desligou-se da Companhia Minas da Passagem, em 1978, quando, então, foi admitido na ALCAN, atual Novelis do Brasil Ltda.
Carlos Alberto Pereira nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 18 de maio de 1956. Formou-se como técnico de mineração pela antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto. Graduou-se em Engenharia de Minas, em 1981, na Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Sua vida profissional começou no Estado do Pará, realizando pesquisas em um garimpo de ouro. Logo após, ingressou no Grupo Paranapanema, em Massangana-RO, onde permaneceu até 1995, quando retornou a Ouro Preto. Iniciou sua carreira docente na UFOP como professor substituto, prestando concurso em 1997. Tornou-se professor das disciplinas Tratamento de Minérios (graduação) e Planejamento Estatístico (pós-graduação). É mestre e doutor em Tecnologia Mineral pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Elias da Silva nasceu em Porto Firme-MG, no dia 27 de janeiro de 1964. Formou-se como técnico de mineração pela antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto. Em 1984, fez estágio na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, na área de tratamento de minério, na Mina do Cauê, em Itabira-MG. No mesmo ano, foi contratado pela CVRD, como supervisor de operação de embarque, na Mina da Conceição, também em Itabira. Em 1985, foi transferido para a Mina de Timbopeba, fixando residência em Mariana-MG. De 1988 a 1991, trabalhou como supervisor de operação de usina. Depois, foi designado supervisor da área de desenvolvimento de processos, na qual se manteve até 2003. Com a graduação no curso de Matemática, foi promovido para analista operacional. Em 2005, tornou-se gerente de produção das usinas de Timbopeba e Fábrica Nova.
Fernando Leopoldo von Krüger nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 6 de outubro de 1940. Formou-se em 1966, em Engenharia Geral - Minas, Metalúrgica e Civil -, pela Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto. Atuou como pesquisador na área de metalurgia, por sete anos, na Fundação Gorceix. Em 1973, assumiu o cargo de professor da Escola de Minas, ministrando as disciplinas de Eletrotécnica e Metalurgia. É mestre em Engenharia de Minas pela Universidade de São Paulo (USP), com dissertação sobre secagem de minério de ferro, e doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais, com tese na área de tratamento de minério. Aposentou-se pela UFOP em 2006, quando retornou à Fundação Gorceix como consultor.
Filomeno da Silva nasceu no distrito de Bento Rodrigues, Mariana-MG, no dia 1º de dezembro de 1933. Na infância, trabalhou no garimpo, para auxiliar a mãe, viúva. Posteriormente exerceu a atividade de servente em obras de construção civil. Na mineração, começou a trabalhar, em 1951, na Companhia Belgo Mineira e, depois, na Samitri - Minerações Trindade S/A. De início, atuou como servente, mas logo chegou à condição de encarregado. Aposentou-se após 42 anos de serviço.
Geraldo Leocádio Sobrinho nasceu em Rodrigo Silva, distrito de Ouro Preto-MG, no dia 19 de novembro de 1953. Após terminar o Científico, atual Ensino Médio, no Colégio Arquidiocesano de Ouro Preto, dedicou-se ao garimpo e, durante a década de 1970, ao comércio, em Rodrigo Silva. No garimpo, onde atuou por cerca de 30 anos, teve experiência com a extração de esmeraldas em Santa Terezinha de Goiás-GO, onde trabalhou por alguns meses. Depois, dedicou-se ao garimpo do topázio imperial, especialmente na região de Rodrigo Silva. Posteriormente, tornou-se funcionário da Câmara Municipal de Ouro Preto.
Houílio Raimundo Assumpção nasceu em Passagem de Mariana, distrito de Mariana-MG, no dia 27 de abril de 1931. Ingressou como `bocha´, em 7 de janeiro de 1946, na Companhia Minas da Passagem, onde seu pai foi funcionário. Aprendeu o ofício de mecânico na oficina do Engenho - um dos setores da Companhia. Posteriormente foi transferido para a Mecânica Geral, localizada na boca da mina, onde se aposentou.
Jorge Takahashi nasceu em Venda Nova, distrito de Belo Horizonte-MG, no dia 15 de janeiro de 1939. De início, trabalhou na agricultura. Em 1971, ingressou no mundo da mineração, quando foi contratado por uma empreiteira da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, prestando serviços como Controlador de Rendimento de Equipamento, em Itabira-MG. Posteriormente, foi admitido nos quadros da Companhia e, em 1979, transferiu-se para Mariana-MG, para trabalhar na instalação da Mina de Timbopeba. Na CVRD, ocupou gradativamente vários postos: Auxiliar Técnico de Terraplenagem, Técnico de Obras, Técnico de Minas e Geologia, Supervisor de Obras. Aposentou-se em abril de 1995.
José Francisco do Prado Filho, conhecido como Chico Verde, nasceu em Pederneiras-SP, no dia 5 de agosto de 1956. Graduou-se em Ecologia pela Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro-SP. Ingressou na carreira do magistério na Universidade de Santa Cruz do Sul-RS. Em 1987, foi admitido, por concurso, na Universidade Federal de Ouro Preto-MG, para trabalhar no Departamento de Engenharia de Produção. É mestre pela Universidade do Rio Grande do Sul, com dissertação na área de resíduos sólidos domésticos. Em 2001, terminou sua tese de doutorado em Ciência da Engenharia Ambiental, cujo tema aborda a avaliação e licenciamento ambiental.
José Guedes de Araújo nasceu em Rio Piracicaba-MG, no dia 31 de janeiro de 1930. Em 16 de abril de 1956, ingressou como trabalhador braçal na Samitri - Minerações Trindade S/A. Posteriormente foi operador de trator, chefe de equipe de máquinas e, por fim, chefe de seção de lavra, tendo também trabalhado, de forma ocasional, na área de beneficiamento de minério. Aposentou-se em 1985. Entretanto, após a aposentadoria, ainda prestou alguns anos de serviço à Samitri.
José Natividade Câmara nasceu em Piranga-MG, no dia 8 de setembro de 1939. Aos dez anos de idade mudou-se, com a família, para Ouro Preto-MG. No período de 1957 a 1983, trabalhou na ALCAN, atual Novelis do Brasil Ltda., onde se aposentou, como encarregado. Na década de 1970, foi um dos sócios da Oca Amarela Ltda., empreiteira que garimpava topázio nas áreas da Mina do Vermelhão, em Ouro Preto. Após a aposentadoria, dedicou-se ao garimpo do topázio, atuando no município de Ouro Preto e arredores.
José Pinto, conhecido como Téo, nasceu em Mariana-MG, no dia 26 de outubro de 1952. Desde cedo começou a acompanhar o pai na garimpagem dos rios e encostas de Ouro Preto-MG e região, assimilando as técnicas e conhecimentos da atividade. Quando adolescente, trabalhou como ajudante-de-cozinha, ferreiro e torneiro, estas duas últimas ocupações em São Paulo-SP, no início da década de 1970. Retornando a Ouro Preto, passou a trabalhar como guia turístico e, nas folgas, retomou a garimpagem de ouro e topázio imperial. Por problemas de saúde, não exerce mais essa atividade.
Mauro de Jesus nasceu em Mariana-MG, no dia 29 de novembro de 1945. Antes de trabalhar com garimpo, foi funcionário da ALCAN, atual Novelis do Brasil Ltda., por 25 anos, aposentando-se em 1985. A partir de 1983, nas horas de folga, acompanhava um colega ao garimpo no córrego Tripuí, aprendendo assim o ofício. Após a aposentadoria, dedicou-se somente à garimpagem.
Osmar Alves de Oliveira Júnior, conhecido como Kelé, nasceu em Guaraçaí-SP, no dia 4 de agosto de 1939. Graduou-se em Engenharia de Minas e Metalurgia, pela Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto-MG, onde iniciou seus estudos em 1960. Após alguns anos de trabalho em empresas, ingressou na carreira do magistério, no dia 10 de março de 1971, na Escola de Minas, onde se aposentou.
Oswaldo de Jesus nasceu em Santa Bárbara-MG, no dia 9 de junho de 1950. Em 1971, foi contratado por uma empresa prestadora de serviço à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, na Mina de Piçarrão, município de Nova Era-MG. Em 1975, foi transferido para Itabira-MG e ingressou nos quadros da CVRD. Foi transferido para Mariana-MG, em 1980, durante o processo de implantação da Mina de Timbopeba. Ao longo de sua carreira profissional, ocupou diversos postos: auxiliar de almoxarifado, supervisor de almoxarifado, supervisor de material. Aposentou-se, em 1998, na área de Recursos Humanos.
Raimundo Aloísio Mendes nasceu em Ouro Preto-MG, no dia 20 de dezembro de 1960. Aprendeu a garimpar topázio imperial ainda criança, em terrenos que pertenciam à sua família. Trabalhou em duas mineradoras de topázio imperial enquanto cursava Eletromecânica no SENAI, em Ouro Preto. Foi admitido na ALCAN, atual Novelis do Brasil Ltda., onde se aposentou após trabalhar por quase vinte anos. Retornou ao garimpo, trabalhando na área de compra e venda de topázio imperial.
Robson Antônio Lorenzoni nasceu em Domingos Martins-ES, no dia 17 de maio de 1957. Graduou-se em Engenharia Florestal, pela Universidade Federal de Viçosa-MG, onde fez ainda o mestrado em Ciências Florestais. Antes de ingressar na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale, trabalhou em outras empresas: Companhia Florestal Santa Bárbara Ltda., Copener Florestal, Aracruz Celulose e Sociedade de Investigações Florestais. Em 2001, recebeu convite para trabalhar na CVRD, em Mariana-MG, na Gerência de Meio Ambiente da Diretoria de Ferrosos-Sudeste.
Rui Alves Barbosa nasceu em Rio Acima-MG, no dia 14 de junho de 1952. Formou-se como técnico em Química no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (COLTEC/UFMG). Após estagiar por dez meses na Companhia Nacional de Álcalis, ingressou, em 1975, na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale. Durante oito anos trabalhou no laboratório da Mina de Piçarrão, em Nova Era-MG. Em 1983, foi transferido para a Mina de Timbopeba, fixando residência em Mariana-MG. É técnico especializado em laboratório.
Sebastião da Silva nasceu em Mariana-MG, no dia 28 de fevereiro de 1954. Formou-se em mineração, pela antiga Escola Técnica Federal de Ouro Preto, em 1983. Trabalhou em duas empresas mineradoras: a Nacional Grafite e a Samitri - Minerações Trindade S/A. Na Samitri, atuou na área de desmonte e carregamento de minério. Em 1995, por motivos de saúde, aposentou-se. Daí por diante retomou a atividade garimpeira, que era uma tradição familiar. É um dos fundadores da Associação de Garimpeiros em Ouro, Pedra Sabão e Quartzito da Região de Mariana e Ouro Preto.
Wilson Trigueiro de Sousa nasceu em Pombal-PB, no dia 5 de agosto de 1953. Graduou-se em Engenharia de Minas pela Universidade Federal de Pernambuco, onde iniciou os estudos em 1974. É mestre em Economia Mineral pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Antes de ingressar na carreira do magistério, trabalhou na Companhia de Ferro Ligas da Bahia (FERBASA) e numa das empresas do Grupo Anglo América Corporation, em Juína-MT. Em 1992, foi admitido, por concurso, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), tornando-se professor do Departamento de Engenharia de Minas, da Escola de Minas. Na UFOP, ocupou, dentre outros cargos, a coordenação do programa de pós-graduação em Engenharia Mineral.